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  • Daniel Campos

Presidente do Sintest-MS debate saúde e segurança no trabalho na Câmara


A convite do vereador Betinho (PRB), na última quinta-feira (19), o presidente do Sindicato dos Técnicos de Segurança do Trabalho (Sintest-MS), André Luiz Ferreira, usou a palavra livre da Câmara Municipal de Campo Grande para falar a respeito da importância da preservação da saúde e da segurança do trabalhador no desempenho de suas funções. Segundo o sindicalista, as ações atuais dos poderes públicos são de corrigir situações recorrentes nas quais as pessoas estão expostas e não de buscarem soluções para que acidentes não ocorram.

Segundo André, levantamentos recentes apontaram que, em 2014, foram registrados aproximadamente 700 mil casos de acidentes e mortes no trabalho no Brasil. Um número elevado de ocorrência que impacta fortemente as finanças do Estado e que coloca o país nas primeiras colocações nesse assunto. E, de acordo com André, em sua maioria, são ocorrências que poderiam ser evitadas. “A gente espera acontecer uma catástrofe para trabalhar na corretiva. Nunca na preventiva”, disse.

Para o presidente do sindicato, no mundo há diversos exemplos que podem ser adotados no país. Ele assegura que na Europa as escolas de ensino fundamental têm em sua grade curricular espaços para se discutir a segurança e saúde nos ambientes onde as pessoas estão presentes. André acredita que tal exemplo pode ser praticado no Brasil. “Podemos colocar os debates de leis de segurança e saúde desde o início para os nossos filhos. Nós podemos colocar no ensino fundamental para os nossos alunos. O objetivo é orientar, assim como é feito para se debater as leis de trânsito, fazer isso a partir da formação inicial dos nossos jovens”.

André reconhece que feitos recentes na Casa de Leis estão propondo mudanças na concepção desses ideais. Uma delas, segundo o sindicalista, é a Lei Municipal nº 5620/15, de autoria do vereador Betinho, que cria a Semana Municipal de Prevenção de Acidentes no Trabalho (Sempat) e que anualmente deve ser promovida na semana do dia 28 de abril pela Prefeitura, em conjunto com entidades de classe, sindicatos, órgãos públicos e entidades privadas, visando a ações básicas de prevenção em geral aos diversos segmentos da sociedade.

Outro ponto levantado pelo sindicalista é o projeto de lei que está em análise na Câmara. Com a intenção de intensificar ações na área, o vereador Betinho apresentou à Casa o projeto que cria a Coordenadoria Municipal de Medicina e Segurança no Trabalho. Apesar de recentes, para André “é o começo” para um novo olhar na questão de saúde e segurança no trabalho que o município está propondo para os cidadãos da capital.

O vereador Lívio Leite (PSDB) elogiou a participação e a atenção que o parlamentar republicano está tendo com a classe trabalhadora. Médico legista e servidor do Estado, Lívio se comprometeu a trabalhar em conjunto em projetos que se referem à saúde mental do trabalhador. Para o vereador da Rede, Eduardo Romero, a ideia de levar o debate de segurança do trabalho às escolas municipais cria uma cultura e um comportamento diferenciado dos futuros cidadãos. “Não só defendo a ideia. Mas também a ampliação das políticas públicas na questão para a sociedade”.

Para o vereador Betinho, é importante que os pares estejam cientes da relevância que tem o assunto. “É uma questão que impacta a todos aqui presente. Por isso, agradeço os demais vereadores que votaram a favor das demais leis. Agora é necessário ampliarmos a questão na Câmara e levarmos para o mais variado público que forma a população. É necessário que o debate se fortaleça e que se cumpra”, disse.

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